Engenharia de Horticultura

Esse profissional aplica tecnologia de ponta no cultivo de frutas, verduras, legumes, plantas ornamentais, medicinais e aromáticas ou que servem como condimentos. Suas funções são semelhantes às do agrônomo, mas voltadas especificamente para produtos cultivados em hortas e pomares. Ele cuida das diversas fases dessas lavouras, do plantio à comercialização da safra, racionalizando o emprego de equipamentos, mão-de-obra e insumos. Pode trabalhar na extensão rural, em indústrias de alimentos, em empresas agrícolas e de reflorestamento e com pesquisa e ensino.

A engenharia de horticultura tem muito a oferecer, principalmente agora, que as exportações de frutas vêm crescendo ano a ano. E as empresas e cooperativas já se deram conta da importância desse profissional, já que o engenheiro de horticultura é incrivelmente especializado no cultivo, no transporte, no manuseio e no armazenamento de frutas e hortaliças.

O mercado de trabalho: O mercado do engenheiro de horticultura cresce no país, que necessita de especialistas na área. As maiores empregadoras são as empresas produtoras de frutas e hortaliças, muitas delas voltadas para o mercado internacional, que precisam de quem cuide do planejamento da produção, do manejo das plantas e da verificação da qualidade.

As multinacionais do setor agroquímico também são boas empregadoras, sobretudo do profissional especializado para dar assistência técnica de qualidade e garantir melhores vendas a esses produtos. Nesse caso, o engenheiro pode disputar vagas de gerência. Na área de pós-colheita e exportação, o bacharel é cada vez mais requisitado e bem pago. Os produtores de maçã de Fraiburgo, Caçador e São Joaquim, em Santa Catarina, e Vacaria, no Rio Grande do Sul, e os que produzem frutas de clima temperado como caqui, pêssego e ameixa, em São Paulo e Minas Gerais, oferecem oportunidades.

Outro ramo importante é o da produção de frutas subtropicais, que coloca o Brasil em destaque mundial. A produção de hortaliças, que teve grande aumento de consumo na última década, é promissora no Brasil inteiro. Os concursos para essa área geralmente são oferecidos pelas empresas de assistência técnica e pesquisa agrícola, como a Embrapa. Um setor público em expansão é o das prefeituras municipais, que precisam desse profissional para cuidar de projetos de hortas, pomares e produção de frutas e hortaliças. Apesar de a maioria dos profissionais trabalhar como contratado por empresas, cooperativas e grandes fazendas, muitos se dão bem atuando como prestadores de serviço.

O curso: Os dois primeiros anos são voltados para a formação básica. Nessa fase, o currículo apresenta muita matemática, química, física, estatística e informática. Depois entram as disciplinas profissionalizantes, como fruticultura, olericultura (cultivo de legumes), hidráulica, irrigação e drenagem. Há matérias como fisiologia vegetal, fitopatologia, manejo e conservação de solos. O curso também inclui estudos na área de silvicultura (ciência dedicada ao reflorestamento), plantas medicinais e aromáticas, paisagismo e jardinagem. O estágio, antes do fim do curso, é obrigatório.

Atualmente, o curso só é ministrado na Universidade do Contestado (UnC). A criação surgiu da própria demanda do mercado local. Tradicional produtor de frutas típicas de clima frio, como a maçã e a uva, a Região Sul contava apenas com agrônomos para realizar o cultivo. Como a produção foi crescendo, surgiu a necessidade do apoio de um engenheiro mais gabaritado.

Pouco a pouco, outras regiões do país estão percebendo o valor do engenheiro de horticultura. No Vale do Rio São Francisco, no Nordeste, cresce a plantação de uvas para a produção de vinho espumante. No interior do Sudeste, há várias propriedades rurais que vivem do cultivo e da venda de frutas e já sinalizam o interesse em contratar esse profissional. Com o mercado aberto, e poucos engenheiros de horticultura formados, fica fácil conseguir um posto.

Por se tratar de uma profissão que terá contato direto com a natureza, depois dos dois primeiros anos de matérias comuns das engenharias — matemática, física, cálculo, construções rurais, hidráulica, fisiologia e genética, o aluno divide o tempo entre atividades dentro da escola e em campo. A UnC possui uma estação experimental que, além de local para plantações, tem laboratórios para as pesquisas agrárias. Estudam-se fruticultura, olericultura (cultivo de hortaliças e legumes), agronomia, irrigação e drenagem, manejo e conservação dos solos e fitopatologia. Para incrementar, são realizadas viagens — geralmente durante um fim de semana — para locais onde os alunos possam observar o que aprendem em sala de aula.

Duração média: cinco anos.

Atuação: Fruticultura: Gerenciar a produção, o transporte, o manuseio e o armazenamento de frutas; Hortaliças: Planejar o plantio e a colheita de hortaliças, definindo e aplicando técnicas de conservação e adubação do solo e fazendo o controle de doenças e pragas; Plantas medicinais: Elaborar projetos para a plantação e a comercialização de plantas medicinais. Pesquisar remédios fitoterápicos; Plantas ornamentais: Projetar o cultivo e a comercialização de flores e plantas ornamentais, definindo a preparação do terreno, selecionando sementes e determinando como cada espécie deve ser produzida; Silvicultura: Trabalhar em projetos de reflorestamento e exploração da madeira, buscando preservar a fertilidade do solo e os recursos naturais.

(Fonte: Passeiweb)

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