﻿<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>ENGENHARIA EM SOLUÇÕES &#187; agronegócio</title>
	<atom:link href="http://www.engenhariaemsolucoes.com.br/index.php/tag/agronegocio/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://www.engenhariaemsolucoes.com.br</link>
	<description>Sustentabilidade e inovação é o nosso foco.</description>
	<lastBuildDate>Fri, 17 May 2013 14:43:48 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	
		<item>
		<title>Tecnologias inovadoras permitem expansão da cafeicultura nas regiões de Cerrado</title>
		<link>http://www.engenhariaemsolucoes.com.br/index.php/tecnologias-inovadoras-permitem-expansao-da-cafeicultura-nas-regioes-de-cerrado/</link>
		<comments>http://www.engenhariaemsolucoes.com.br/index.php/tecnologias-inovadoras-permitem-expansao-da-cafeicultura-nas-regioes-de-cerrado/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 21 Oct 2012 16:20:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nubson Lyrio</dc:creator>
				<category><![CDATA[NEGÓCIOS]]></category>
		<category><![CDATA[agronegócio]]></category>
		<category><![CDATA[bioma]]></category>
		<category><![CDATA[Cerrado]]></category>
		<category><![CDATA[desenvolvimento]]></category>
		<category><![CDATA[inovação]]></category>
		<category><![CDATA[pesquisa]]></category>
		<category><![CDATA[sustentabilidade]]></category>
		<category><![CDATA[tecnologia]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.engenhariaemsolucoes.com.br/?p=8964</guid>
		<description><![CDATA[Para cumprir o desafio de produzir café de qualidade no Cerrado brasileiro – que ocupa mais de 200 milhões de hectares, distribuídos nos Estados de Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Tocantins, Bahia, Piauí, Maranhão e Distrito Federal &#8211; a Embrapa Cerrados, com recursos do Consórcio Pesquisa Café cujo programa de pesquisa]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Para cumprir o desafio de produzir café de qualidade no Cerrado brasileiro – que ocupa mais de 200 milhões de hectares, distribuídos nos Estados de Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Tocantins, Bahia, Piauí, Maranhão e Distrito Federal &#8211; a Embrapa Cerrados, com recursos do Consórcio Pesquisa Café cujo programa de pesquisa é coordenado pela Embrapa Café, juntou esforços em projetos multidisciplinares e desenvolveu tecnologias inovadoras para essa região, caracterizada por estiagens prolongadas e solos de baixa fertilidade.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-8964"></span>A Embrapa Café e Embrapa Cerrados são Unidades da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – Mapa.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Estresse hídrico</strong> - A primeira delas é a irrigação de café com estresse hídrico controlado, que veio para contradizer a ideia segundo a qual a irrigação durante o ano todo faz parte do manejo tradicional de cafeeiros no Cerrado. Essa tecnologia de manejo de água na agricultura irrigada já foi validada não só em experimentos como também em fazendas produtivas de várias regiões brasileiras.</p>
<p style="text-align: justify;">“Partimos da teoria de que as necessidades fisiológicas das plantas devem ser respeitadas, caso contrário, tem-se grande variação anual da produtividade, como bienalidade acentuada e desuniformidade na maturação dos frutos, devido à ocorrência de múltiplas floradas”, explica o pesquisador e gerente de pesquisa e desenvolvimento da Embrapa Café, Antonio Guerra.</p>
<p style="text-align: justify;">A tecnologia além de revolucionar a prática tradicional da irrigação frequente e continuada, garante mais produtividade, mais qualidade e menor custo, sendo alternativa para a sustentabilidade da cafeicultura no Cerrado. “A pesquisa demonstrou ser possível a aplicação de estresse hídrico (suspensão da irrigação) controlado na estação seca do ano, na época certa e com magnitude adequada, para sincronizar, uniformizar o desenvolvimento dos botões florais e, consequentemente dos frutos, o que garante um café de mais qualidade”, completa Guerra.</p>
<p style="text-align: justify;">A nova tecnologia superou definitivamente a desconfiança por parte dos produtores, que acreditavam que, com a suspensão da irrigação durante 70 dias para submeter as plantas ao estresse hídrico moderado, os cafeeiros não cresceriam e as lavouras ficariam depauperadas. “Os cafeeiros submetidos ao estresse controlado não só cresceram mais como se apresentaram em melhores condições para a safra seguinte. É o chamado crescimento compensatório, um estímulo ao crescimento após o reinício das irrigações”, explica o pesquisador.</p>
<p style="text-align: justify;">Segundo enfatiza Guerra, a prática do estresse hídrico controlado não custa nada mais ao produtor e ainda traz redução dos custos de água e energia, em média de 33%, economia no processo de colheita, inclusive com mão de obra, e uma visão sustentável do agronegócio tanto do ponto de vista ambiental como da competitividade. “O uso do estresse hídrico controlado para uniformização de florada do cafeeiro e, consequentemente de maturação, é um processo tecnológico que também permite a obtenção de 85% ou mais de frutos cerejas no momento da colheita, maximizando a produção de cafés especiais, de maior valor de mercado. Além disso, disso, garante redução de 20% para 10% de grãos mal formados e de 40% na operação de máquinas. É a viabilização e a otimização da cafeicultura irrigada no Cerrado brasileiro”.</p>
<p style="text-align: justify;">Na fazenda Lagoa do Oeste, na Bahia, a tecnologia foi validada e atualmente é uma inovação importante. De acordo com o consultor técnico, o engenheiro agrônomo Guy Carvalho, o manejo da água com o uso do estresse hídrico controlado e com o programa de monitoramento de irrigação foi testado e aprovado. &#8220;É uma quebra de paradigma. As vantagens são evidentes e fazem a diferença no bolso do produtor, tornando seu negócio mais competitivo e sustentável&#8221;, destaca.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Adubação fosfatada em café</strong> - A irrigação controlada aliada à adubação equilibrada permitiu um retorno financeiro de até R$ 7.656,50/ha. Esse resultado foi obtido com a união de outro estudo de pesquisa também financiado pelo Consórcio Pesquisa Café e realizado pela Embrapa Cerrados: adubação fostatada em café. Da mesma forma que o estresse hídrico, essa tecnologia também não tinha amparo na literatura científica até então e representou mais uma mudança de ponto de vista. “Hoje, sabe-se que há resposta à adubação de fósforo em cafeeiros e, em geral, essa tecnologia é usada em conjunto com a irrigação, mostrando sinergia. Há também expressivo aumento de produtividade como resposta, mais energia, vigor e sanidade das plantas”, adianta Guerra.</p>
<p style="text-align: justify;">Para ele, contribuiu para abandonar a ideia de que o cafeeiro não responde positivamente à aplicação de fósforo no solo em sua fase de produção a visão de uma nova corrente crítica que buscou repensar o sistema produtivo do cafeeiro para torná-lo mais eficiente, competitivo e sustentável. “O estudo questionou os critérios de recomendação de adubação fosfatada no cafeeiro que, por muitos anos, foi considerado uma planta que não respondia à aplicação de altas doses de fósforo. E comprovou que a adição do fósforo traz benefícios para a planta tanto em solos de média a alta fertilidade como também em solos de baixa fertilidade, como os do Cerrado, onde a planta responde com grande intensidade”, pontua.</p>
<p style="text-align: justify;">Além disso, a nova tecnologia questionou o conceito de que a bienalidade do cafeeiro era uma questão intrínseca da planta de café e indicou que é mais uma questão de manejo, sendo possível com práticas agrícolas adequadas reduzir sua intensidade e manter uma produção mais equilibrada, com maior uniformidade na maturação, grãos vigorosos e sadios e um menor custo de produção. “É uma revolução no sistema de adubação do cafeeiro”, completa Guerra.</p>
<p style="text-align: justify;">As pesquisas sobre o comportamento do fósforo no cafeeiro puderam ser intensificadas a partir do desenvolvimento da tecnologia do estresse hídrico controlado. “Existia uma demanda crescente por informações sobre a influência da adubação fosfatada no desenvolvimento, vigor das plantas e pegamento da florada. Além disso, existia a ideia de que o nível de fósforo observado nas análises do solo de alguma forma não representava o que realmente estava disponível para os cafeeiros. Os resultados demonstram que o ajuste nutricional é necessário também nas lavouras de sequeiro”, continua o pesquisador.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Cultivo de braquiária nas entrelinhas dos cafeeiros</strong> &#8211; Outra tecnologia que representa mudança de paradigma é o cultivo de braquiária nas entrelinhas dos cafeeiros, um casamento perfeito também realizado pelas pesquisas da Embrapa Cerrados no âmbito do Consórcio Pesquisa Café. “Braquiária e café combinam sim. A braquiária faz a ciclagem de nutrientes, notadamente o fósforo, ajudando na sua disponibilidade para as plantas e o controle de erva daninha diminuindo o requerimento de roçagem e a aplicação de herbicida. Além disso, visivelmente não prejudica a planta e potencializa a multiplicação de micorriza natural, facilitando a absorção de nutrientes, água e produzindo biomassa, o que melhora a qualidade do solo e fixa carbono da atmosfera. É uma tecnologia sustentável”, explica Guerra.</p>
<p style="text-align: justify;">Uma peculiaridade do manejo do mato com a braquiária é que seu sistema radicular é extremamente desenvolvido ajudando na estruturação do solo e dificultando que ocorra erosão. “Cada vez que se roça a braquiária, ocorre a morte de raízes da gramínea que irão se decompor com o tempo e ajudarão a aumentar o teor de matéria orgânica no solo e sua estruturação. Por esses fatores, a braquiária tem se adaptado muito bem a esse sistema”.</p>
<p style="text-align: justify;">Segundo o pesquisador, o incremento na adubação em caso do manejo com braquiária pode ser necessário em solos pobres e inadequadamente corrigidos. “Essa gramínea tem uma alta relação carbono/nitrogênio e decomposição lenta. Assim, os microorganismos retiram nitrogênio do solo para fazerem sua decomposição. Como os solos corrigidos de cafezais são, em geral, férteis e com teores médios a altos de matéria orgânica, não é necessário incrementar nenhuma adubação para o café, porque o estoque de nutrientes no solo suporta a decomposição da braquiária sem desequilibrar o sistema”. Guerra acrescenta que os microorganismos retiram nitrogênio do solo para decompor a braquiária, mas de forma lenta e contínua e, conforme ela vai sendo decomposta, esse nitrogênio volta para o café disponibilizado pela matéria orgânica.</p>
<p style="text-align: justify;">Assim, a partir desses três exemplos de tecnologias desenvolvidas por instituições participantes do Consórcio Pesquisa Café, pode-se dizer que, apesar de haver sistemas produtivos atuais nos quais há conhecimentos considerados prontos e definitivos, como é o caso da necessidade de irrigações com alta frequência, a bienalidade na produção do café e a baixa exigência de fósforo dos cafeeiros adultos, o papel da pesquisa é buscar inovação permanente diante dos novos desafios e apontar ainda mais soluções e alternativas para a cafeicultura brasileira. “Esse é o nosso papel, indagar-se constantemente para que estejamos sempre atuais”, conclui Guerra.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Consórcio Pesquisa Café</strong> - O Brasil desenvolve o maior programa mundial de pesquisas em café, o Programa Pesquisa Café, coordenado pela Embrapa Café. Essa rede integrada de pesquisa é possível graças ao Consórcio Pesquisa Café, que reúne dezenas de instituições brasileiras de pesquisa, ensino e extensão estrategicamente localizadas nas principais regiões produtoras do País. Seu modelo de gestão incentiva a interação entre as instituições e a união de recursos humanos, físicos, financeiros e materiais, que permitem elaborar projetos inovadores. A evolução da cafeicultura brasileira, ao longo dos últimos anos, comprova a importância dos trabalhos de pesquisa.</p>
<p style="text-align: justify;">Esse arranjo institucional atua em todos os segmentos da cadeia produtiva, tendo por base a sustentabilidade, a qualidade, a produtividade, a preservação ambiental, o desenvolvimento e o incentivo a pequenos e grandes produtores. Hoje reúne mais de 700 pesquisadores de cerca de 40 instituições, envolvidos em 74 projetos dos quais fazem parte 355 Planos de ação.</p>
<p style="text-align: justify;">Foi criado por iniciativa de dez instituições ligadas à pesquisa e ao café: Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola &#8211; EBDA, Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária &#8211; Embrapa, Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais &#8211; Epamig, Instituto Agronômico &#8211; IAC, Instituto Agronômico do Paraná &#8211; Iapar, Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural -Incaper, Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento &#8211; Mapa, Empresa de Pesquisa Agropecuária do Estado do Rio de Janeiro &#8211; Pesagro-Rio, Universidade Federal de Lavras &#8211; Ufla e Universidade Federal de Viçosa &#8211; UFV.</p>
<p style="text-align: justify;">As pesquisas do Consórcio Pesquisa Café contam com o apoio e o financiamento do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira – Funcafé, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – Mapa.</p>
<p>Flávia Bessa – MTb 4469/DF<br />
Fone: (61) 3448-1927<br />
Site: www.embrapa.br/cafe<br />
www.consorciopesquisacafe.com.br</p>
<p style="text-align: left;"><em>(Fonte: Embrapa)</em></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.engenhariaemsolucoes.com.br/index.php/tecnologias-inovadoras-permitem-expansao-da-cafeicultura-nas-regioes-de-cerrado/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Expansão do Canal do Panamá beneficiará os grãos brasileiros</title>
		<link>http://www.engenhariaemsolucoes.com.br/index.php/expansao-do-canal-do-panama-beneficiara-os-graos-brasileiros/</link>
		<comments>http://www.engenhariaemsolucoes.com.br/index.php/expansao-do-canal-do-panama-beneficiara-os-graos-brasileiros/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 15 Oct 2012 13:09:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nubson Lyrio</dc:creator>
				<category><![CDATA[INFRAESTRUTURA]]></category>
		<category><![CDATA[agronegócio]]></category>
		<category><![CDATA[alimentos]]></category>
		<category><![CDATA[infraestrutura]]></category>
		<category><![CDATA[logística]]></category>
		<category><![CDATA[transporte de carga]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.engenhariaemsolucoes.com.br/?p=8835</guid>
		<description><![CDATA[Duas grandes mudanças na área de logística vão levar o Brasil aos postos mais altos no ranking de produção de alimentos no mundo. Há grandes áreas no norte e no noroeste do território nacional sendo aproveitadas para cultivo de grãos e, em 2014, a infraestrutura necessária para que esses produtos saiam das áreas mais ermas]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Duas grandes mudanças na área de logística vão levar o Brasil aos postos mais altos no ranking de produção de alimentos no mundo. Há grandes áreas no norte e no noroeste do território nacional sendo aproveitadas para cultivo de grãos e, em 2014, a infraestrutura necessária para que esses produtos saiam das áreas mais ermas em direção aos compradores estrangeiros a custos menores já estará pronta &#8211; com novas rodovias e a ativação em implantação de portos do Arco Norte. Para o ano seguinte, está prevista a conclusão da expansão do Canal do Panamá, que passará a atender navios de até 150 mil toneladas &#8211; mais que o dobro da capacidade atual, de 60 mil.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-8835"></span>Segundo o economista especialista em logística e infraestrutura Luiz Antônio Fayet, isso representará uma diminuição drástica no preço dos fretes, que hoje têm como destino a Ásia em cerca de 60% dos casos. &#8220;Nem governo nem população entendeu ainda que deixamos de ser um paisinho. Seremos o maior supridor de alimentos do mercado internacional e isso exige uma postura de responsabilidade. Com a fome dos outros não se pode brincar&#8221;, declara o especialista.</p>
<p style="text-align: justify;">Entre os fatores que contribuem para fazer do Brasil o segundo maior produtor de produtos agropecuários, especialmente soja e milho, estão o clima tropical e a grande extensão de terras. Mas o que freia uma competitividade ainda mais efetiva desses produtos no mercado internacional é o preço do transporte. Fayet explica que a grande quantidade de grãos produzida nas regiões norte e noroeste tem um alto custo de transporte agregado pois precisa ser desviada até portos mais ao sul para vazão. Já os produtos que saem do sul se destinam &#8211; em grande parte &#8211; à alimentação de animais de corte. Isso faz com que o grão brasileiro tenha um preço alto ao deixar o país, desperdiçando potencial de expansão nas vendas.</p>
<p style="text-align: justify;">&#8220;Até 2020, o Brasil será o maior exportador de produtos de agronegócios do mundo. Esse crescimento implicou uma mudança na geografia de produção, saindo do sul e rumando a norte, nordeste e avançando para o oeste. Essa mudança chegou a lugares desprovidos de infraestrutura. A hora que se montar uma infra para isso, vai ter uma racionalização dos custos de produção e ele vai diminuir&#8221;, conta o especialista, que projeta uma diminuição de até R$ 4 por saco de soja ou milho. Isso, segundo ele, vai impulsionar a expansão dos portos do Arco Norte (Porto Velho, Itacoatiara, Santarém, Belém, Santana e São Luís/Itaquí) e, com isso, descongestionará os portos de São Francisco, Paranaguá e Santos, abrindo espaço para outras atividades.</p>
<p style="text-align: justify;">Há também fatores internacionais contribuindo para a melhora da competitividade da produção nacional no mercado externo. A partir de 2015, estará em operação o novo Canal do Panamá. A obra expande a capacidade da passagem, permitindo que navios de até 150 mil toneladas transitem entre os oceanos Atlântico e Pacífico, mais que o dobro da capacidade atual. Isso possibilita uma economia, segundo Fayet, de 20 a 25% no frete por saco de mantimento. Mesmo com o aumento recente do pedágio e com a oscilação do dólar &#8211; moeda na qual é cobrado &#8211; isso será importante tanto por causa do dinheiro efetivamente gasto para transportar as mercadorias quanto em tempo.</p>
<p style="text-align: justify;">&#8220;Antes era preciso ir com navio grande e trocar por dois pequenos para atravessar o Canal ou usar pequenos em todo o transporte. Com a mudança, diminui o custo das nossas mercadorias e aumenta a nossa competitividade&#8221;, diz a economista e professora da ESPM de São Paulo Cristina Helena de Mello. Cristina explica que a administração do Canal está, desde 1999, totalmente na mão de uma empresa pública chamada Autoridad del Canal de Panamá (ACP), que é comandada por um corpo de diretores indicados pelo presidente do país e pela assembléia legislativa. O dinheiro pago pelos navios é recolhido pela ACP e usado para a manutenção do canal e da empresa &#8211; o excedente vai para os cofres públicos.</p>
<p style="text-align: justify;">Para a expansão, conta a professora, o governo do Panamá injetou apenas 0,72% dos US$ 3,1 bilhões de custeio. O restante foi negociado com empréstimo de diversas instituições financeiras internacionais. &#8220;Tem um risco de aumentar a taxa de juros, que poderia comprometer, mas temos tendência de a taxa de juros permanecer baixa. Também devido ao impacto do projeto, porque é uma obra importante para a economia mundial, não vejo risco de ataque especulativo, pelo menos num prazo curto de tempo&#8221;, afirma Cristina. O balboa, moeda do Panamá, tem valor equivalente ao dólar, o que também elimina o risco de perdas com eventuais oscilações cambiais, que poderiam encarecer a obra.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Um outro canal entre Pacífico e Atlântico</strong> - A economista revela que há alguns estudos sendo feitos, especialmente pelo governo chinês, sobre a possibilidade de se construir uma nova ligação entre Pacífico e Atântico. &#8220;O que eu tenho notícia é que essa competição está sendo estudada porque o Canal do Panamá é monopolista, pode cobrar o quanto quiser. Não sei se isso avança por conta de políticas públicas. Ter uma competição pode ser importante, mas a questão é se vai existir mercado suficiente para manter as duas vias. É um monopólio natural até o momento&#8221;, explica. Outra questão seria o impacto ambiental provocado pela construção de uma outra passagem. Cristina conta que também está sendo mensurado o impacto ambiental provocado, tanto pelo alargamento do Panamá quanto pela construção de uma passagem nova. &#8220;Há um estudo feito na Inglaterra que aponta, inclusive, uma redução no impacto, pois serão menos navios transitando&#8221;, afirma.</p>
<p style="text-align: justify;">Fayet aponta que o crescimento do mercado de consumo de alimentos, especialmente em países asiáticos, é uma grande oportunidade para os produtores brasileiros e essas melhoras na logística serão fundamentais para garantir um aproveitamento mais efetivo dessa vantagem. Ele explica que, das terras ainda disponíveis para o agronegócio no mundo, 20% delas está no Brasil. &#8220;O novo Canal vai ser fundamental para os grãos que se destinarão à Ásia e também para o açúcar e o etanol&#8221;, conta.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>(Fonte: TERRA / Cartola &#8211; Agência de Conteúdo &#8211; Especial para o Terra)</em></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.engenhariaemsolucoes.com.br/index.php/expansao-do-canal-do-panama-beneficiara-os-graos-brasileiros/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Três vezes mais soja sobre os trilhos</title>
		<link>http://www.engenhariaemsolucoes.com.br/index.php/tres-vezes-mais-soja-sobre-os-trilhos/</link>
		<comments>http://www.engenhariaemsolucoes.com.br/index.php/tres-vezes-mais-soja-sobre-os-trilhos/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 03 Oct 2012 16:24:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nubson Lyrio</dc:creator>
				<category><![CDATA[INFRAESTRUTURA]]></category>
		<category><![CDATA[agronegócio]]></category>
		<category><![CDATA[infraestrutura]]></category>
		<category><![CDATA[investimentos]]></category>
		<category><![CDATA[logística]]></category>
		<category><![CDATA[Porto de Paranaguá]]></category>
		<category><![CDATA[transporte ferroviário]]></category>
		<category><![CDATA[transporte rodoviário]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.engenhariaemsolucoes.com.br/?p=8517</guid>
		<description><![CDATA[A tão sonhada ampliação da malha ferroviária paranaense, prevista no Plano de Investimento em Logística (PIL) do governo federal, deve dar alívio às estradas em tempos de escoamento de safra e reduzir os custos do agronegócio. Embora seja uma obra de longo prazo – com previsão de entrega para aproximadamente 20 ou 30 anos –]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">A tão sonhada ampliação da malha ferroviária paranaense, prevista no Plano de Investimento em Logística (PIL) do governo federal, deve dar alívio às estradas em tempos de escoamento de safra e reduzir os custos do agronegócio. Embora seja uma obra de longo prazo – com previsão de entrega para aproximadamente 20 ou 30 anos – sua realização é considerada fundamental para desafogar as rodovias paranaenses e acelerar o fluxo ferroviário até o Corredor de Exportação do Porto de Paranaguá, principal porta de saída dos grãos cultivados no Paraná e região.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-8517"></span>Com os novos trechos, o setor calcula que a movimentação de soja e milho sobre trilhos será dobrada em relação ao que é transportado atualmente pelas linhas da Ferroeste e da Serra do Mar. No caso da soja, a previsão é que o fluxo triplique e some pelo menos 7 milhões de toneladas, estima Nilson Hancke, assessor técnico-econômico da Federação da Agricultura do Paraná (Faep). A estimativa é considerada acertada também pela Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar). Para transportar essa quantidade de grãos, são necessários pouco mais de 115 mil vagões. Essa carga encheria 230 mil caminhões.</p>
<p style="text-align: justify;">Descontando o volume que já é transportado por ferrovia, isso significa que a demanda do agronegócio é retirar do asfalto 170 mil carretas de soja &#8211; hoje 1,8 milhão de toneladas do produto são transportadas pelas duas principais vias férreas do estado, conforme dados da Ferroeste e da Appa, entidade que administra os portos paranaenses. Embarcam nos trens outras 1 milhão de toneladas de milho. “Só [a Região] Oeste produz 5 milhões de toneladas de soja. Desse montante, uma pequena parte fica para a indústria local, o restante segue para regiões com fábricas de óleo, ou para as cooperativas que despacham o produto para o porto”, argumenta Hanke. O especialista considera que outras 2 milhões de toneladas da oleaginosa retiradas dos campos de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás passariam pelo Paraná.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Pedido</strong> &#8211; A principal reivindicação do agronegócio paranaense é que seja construída uma ferrovia entre Guaíra (Oeste) e o Porto de Paranaguá. Os trilhos da Ferroeste começam em Cascavel e terminam em Guarapuava, onde há um trecho, operado por empresa privada, que leva as mercadorias até o Porto pela Serra.</p>
<p style="text-align: justify;">“Precisamos resolver esse gargalo e ainda construir um trecho ou reestruturar a ferrovia entre Guarapuava até Engenheiro Bley, ou seja, aprimorar o máximo possível o reforço de pontos na ligação para o porto”, avalia Luiz Antônio Fayet, consultor de logística da Confederação Nacional da Agricultura (CNA).</p>
<p style="text-align: justify;">Na carona da reestruturação ferroviária do Paraná, deve vir uma redução do preço do frete. Hoje o custo do transporte ferroviário é praticamente igual ao do rodoviário. O custo alto do frete é uma das principais razões da pequena movimentação de cargas do agronegócio nas ferrovias.</p>
<p style="text-align: justify;">Para o engenheiro Renato Pavan, sócio-proprietário da consultoria Macrologística, a diminuição nos custos com o transporte sobre trilhos deve ficar entre 10% e 12%. A estimativa é baseada na distância média entre a origem e o destino das cargas. “Não dá para esperar muito mais do que isso. Há um limite entre o que está indo pela rodovia e pela ferrovia e, no Sul, a rodovia é imbatível a até 500 km dos portos”, considera.</p>
<p style="text-align: justify;">2012/13</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Sobrecarga nas estradas aumenta com supersafra</strong> - Uma supersafra brasileira de grãos está a caminho e, com ela, a perspectiva de maior estrangulamento da logística do país. Se no ciclo 2011/12 houve filas históricas de navios à espera para atracar na Baía de Paranaguá e em Santos, a temporada que começa agora deve ser marcada por maiores dificuldades no escoamento da produção. A infraestrutura será a mesma para uma colheita com potencial recorde. Somente de soja, espera-se que o volume retirado das lavouras aumente 14 milhões de toneladas. “A causa é que lá em cima não tem saída”, explica Luiz Antônio Fayet, consultor em logística da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), em relação à falta de opções para escoamento da produção brasileira no Centro-Norte do Brasil.</p>
<p style="text-align: justify;">O consenso entre os especialistas é que as ferrovias que hoje rasgam o mapa do Paraná não são eficientes e custam caro para quem deseja transportar mercadorias agrícolas. Com uma frota de 600 carretas próprias, a Coamo Agroindustrial, com sede em Campo Mourão, é uma das empresas que quase não usa a malha ferroviária disponível. O presidente da cooperativa, a maior da América Latina, José Aroldo Galassini, diz que os valores cobrados para transportar as cargas de caminhão até o terminal de embarque, em Maringá, somado ao preço do frete ferroviário, inviabilizam a operação. Por falta de alternativa, no último ano a Coamo colocou mais de 3 milhões de toneladas de soja, milho e trigo nas estradas do Paraná. “Em alguns momentos, tínhamos uma carreta a cada 500 metros ao longo do trecho até o porto. Nossa maior despesa é com transporte da produção”, revela Galassini.</p>
<p style="text-align: left;"><em>(Fonte: Gazeta do Povo)</em></p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-8521" title="2012-10-03-2B" src="http://www.engenhariaemsolucoes.com.br/wp-content/uploads/2012/10/2012-10-03-2B.jpg" alt="" width="500" height="674" /></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.engenhariaemsolucoes.com.br/index.php/tres-vezes-mais-soja-sobre-os-trilhos/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>
